quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

THE CRAMPS - BANDAS QUE INVENTARAM UM ESTILO

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Lux Interior e Poison Ivy formam o núcleo de um grupo que mistura de forma absolutamente brilhante o rockabilly dos anos 50, humor, psicodelia, sexo, filmes B de terror, performances alucinantes e um visual absolutamente kitsch.

Se a receita te deixou com água na boca, espere até ver as peripécias pela qual a banda já passou: desde um ex-integrante que fugiu com a van e todos os equipamentos do grupo no meio de uma turnê, deixando os demais sem eira na beira; a forma inusitada com que Kid Congo Powers entrou para o grupo; o convite de Sofia Coppola para que Lux fizesse uns gritos de terror na versão que seu pai, Francis Ford, fez para Dracula; até a monstruosa coleção de discos de 78 e 45 rotações da lendária Sun Records, que confessam possuir todo o acervo, com exceção de uma meia dúzia de compactos.

á mais de 30 anos atrás, em 1972, Erick Purkisher (nascido no dia 21 de outubro de 1946, em Stoh, Ohio) viu uma gata pedindo carona em uma estrada da Califórnia. Parou sua moto, ofereceu uma carona. A gata em questão era Kristy Wallace (nasceu no dia 20 de fevereiro de 1953, em Sacramento, Califórnia) e de cara apaixonaram-se. Os dois estavam indo para uma mesma escola estudar Arte e Xamanismo (nem me perguntem onde era o curso, pois não faço a menor idéia...)

Desde cedo resolveram adotar nomes diferentes ao de batismo: Erick tornou-se Vip Vop e Kristy, Poison Ivy Rorschach, nome tirado de um sonho (Rorschach é também o nome do famoso teste do borrão de tinta). Durante dois anos perambularam por Sacramento fazendo coisas totalmente ilegais e mundanas até começarem a ser perseguidos pela polícia local. Resolveram então deixar a cidade e mudar para a pequena Akron, em Ohio. Um dia, Erick (ou Vip Vop) viu um anúncio de carro com os dizeres "lux interior" e resolveu adotar esse nome. Nascia a dupla de insanos Lux Interior e Poison Ivy.

Foi nessa época em que viviam em Sacramento que realizaram uma viagem que mudaria a vida do casal. Os dois ouviram um boato que se fossem até Memphis poderiam comprar discos da famosa gravadora Sun Records a granel e por uma ninharia. Lux e Ivy montaram então em sua perua Chevey 61 e foram até a cidade, mais precisamente até uma loja chamada Selective Hits, que ficava em um armazém da antiga gravadora. Lotaram a perua com raridades em 78 e 45 rpm. Para se ter uma idéia, compactos raros e numerados do antigo e esquecido cantor Billy Lee Riley custava a ninharia de 18 centavos. A paixão pelo gênero aumentou ainda mais em Akron, onde, segundo Lux, muitas pessoas chegavam com discos dos anos 50 para vender em sebos. Uma das maiores preciosidades do casal é um compacto dos Teen Kings, banda de Roy Orbison, antes de fazer sucesso como cantor, gravando pela mesma Sun. Foi essa paixão que os estimulou a formarem um grupo.

Seguindo totalmente a linha oposta de outros grupos, a loira Ivy assumiu a guitarra, pegando os poucos acordes que tinha aprendido com o irmão e os desenvolvendo ouvindo os discos que tinham. Lux resolveu ser cantor, após assistir uma apresentação de Marc Bolan. Ao perceberem que em Akron dificilmente conseguiriam arranjar pessoas interessadas em montar uma banda, mudaram para a única cidade, na visão deles, que qualquer pessoa iria se quisesse sucesso: Nova York.

Resolveram então se intitular Cramps, nome tirado quando Poison viu uma capa de disco dos Kinks. Em fevereiro de 1976, Lux encontrou um sujeito estranho de quem gostou e ficou amigo: Brian Gregory. Gregory havia chegado de Detroit para tentar a sorte como artista gráfico. Os três se reuniram no dia em que Ivy completava 23 anos e resolveram montar um grupo.

Três dias depois resolveram fazer um ensaio e, para surpresa de Poison, Brian surgiu com uma guitarra Flying V. Poison e Lux não tiveram coragem de dizer para Brian que eles queriam um baixista, já que Gregory havia gastado toda sua grana com o instrumento. Como eles nunca quiseram formar uma banda que tivesse mais do que quatro pessoas, resolveram que não teriam um baixista. Faltava agora apenas um baterista. Brian resolveu logo o problema, sugerindo que sua irmã Pam assumisse o posto. Em junho, Pam veio de Detroit e logo foi apelidada de Pam Balam. Os quatro passaram a ensaiar diariamente em um porão de uma loja de discos e o repertório era, basicamente, canções dos anos 50, junto com algumas composições de Lux e Ivy, entre elas, “TV Set”, “I Was a Teenage Werewolg” e “Don’t Eat Stuff Off the Sidewalk”. Mas essa formação jamais fez sequer uma apresentação e no mês de agosto, Pam retornou para Detroit.

Em setembro outra garota resolveu ser a baterista, Miriam Linna. Passaram mais dois meses ensaiando e montando toda a concepção sonora e estética dos Cramps e no dia 1º de novembro, debutaram no palco, abrindo para o Suicide, no CBGB. O show foi marcado pela inexperiência do grupo, que teve a má idéia de tocar todas as cordas de suas guitarras antes de entrarem em cena. O resultado foi que tocaram totalmente fora do tom e desafinados. Mesmo assim, a platéia formada por punks, adorou o grupo e conseguiram permissão de Hilly Kristal, dono do clube, para tocarem lá regularmente.

Começaram então a fazer shows por toda a cidade, vários deles abrindo para os Dead Boys e Ramones. O repertório era formado por canções de Roy Orbison, Link Wray e músicas próprias. Em junho de 1977 resolveram gravar algumas canções com o produtor Richard Robinson, mas o resultado ficou aquém do esperado. No mês seguinte, os Cramps foram a atração principal de um festival no próprio CBGB. Nessa época Linna deixou o grupo, indo tocar em várias bandas como The Zantees e The A-Bones.

Entra em seu lugar outra figura igualmente estranha, Nicholas Stephanoff, de Cleveland e que era chamado de Nick Knox. Nick já havia sido baterista do The Electric Eels, grupo que teve em sua formação algumas figuras do Pere Ubu. Nessa mesma época o grupo ganha um fã de respeito e que queria produzir a banda: Alex Chilton. Após uma reunião, resolveram que todos iriam para Memphis - lar do rock and roll e de Chilton - para trabalharem em novas canções.

Trabalharam no estúdio Ardent e em outubro já tinham várias músicas, entre elas, uma cover de “Domino” (Roy Orbison), “The Way I Walk” (Jack Scott), “Surfin’ Bird” (Trashmen), “Lonesome Town” (Rick Nelson), “Rockin’ Bones” (Ronnie Dawson) e material próprio - “Human Fly”, “Twist and Shout” e “The Mad Daddy” (uma homenagem de Lux a um DJ de Ohio, Pete Myers. E já que estavam em Memphis, gravaram no estúdios Sam C Philips, uma cover de Sonny Burgess, “Red Headed Woman”, tendo a participação de Jimmy Dickinson.

DISCOGRAFIA

http://www.4shared.com/file/AxK3x-YH/1979_-_The_Cramps_-_Gravest_Hi.htm
Gravest Hits (1979)

http://www.4shared.com/file/rABbQv-t/The_Cramps_-_Songs_the_Lord_Ta.htm
Songs the Lord Taught Us (1980)

http://www.4shared.com/file/tnj0hbll/The_Cramps_-_Psychedelic_Jungl.htm
Psychedelic Jungle (1981)

http://www.4shared.com/file/9aBIbPMo/1983_-_Smell_of_Female.htm
Smell of Female (1983)

http://www.4shared.com/file/gONMpZgY/Cramps_-_Off_The_Bone_Mundodas.htm
Off The Bone (1983)

http://www.4shared.com/file/5Iisas4B/The_Cramps_-_Bad_Music_For_Bad.htm
Bad Music for Bad People (1984)

http://www.4shared.com/file/yFJQRRi0/The_Cramps_-_A_Date_With_Elvis.htm
A Date With Elvis (1986)

http://www.mediafire.com/?2mjn1z4gmj2
Rockin n Reelin in Auckland New Zealand (1987)

http://www.4shared.com/file/-oif2-eT/The_Cramps_-_Stay_Sick__1990_.htm
Stay Sick (1989)

http://www.4shared.com/file/meC_6O9m/1991_-_Look_Mom_No_Head.htm
Look Mom No Head (1991)

http://www.4shared.com/file/_PjHOfwy/1994_-_Flamejob.html
Flame Job (1994)

http://www.mediafire.com/?u11yzzxzzej
Big Beat From Badsville (1997)

http://www.4shared.com/file/KsyC5VK8/2003_-_Fiends_of_Dope_Island.htm
Friends of Dope Island (2003)

http://www.mediafire.com/?ujymnytgy3y
How to make a Monster (2004) CD1

http://www.mediafire.com/?ajnztttvcdj
How to make a Monster (2004) CD2

EM BREVE SEGUNDA PARTE

Esse era um show que queria ter ido...ficou faltando

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