sábado, 26 de maio de 2012

Muito texto......

".. cara coloca umas gostosas amadoras , muito texto...Por causa desse blog , parei de comprar playboy , mulher tem que ser natural , viva os defeitos "

Claudio Gimo



A História do Rock Gaúcho Através das Coletâneas




A história do rock gaúcho não poderia ser escrita sem falar das coletâneas que ajudaram a afirmar cenas e lançar grupos e intérpretes. Desde os anos setenta, ainda no tempo do vinil, passando pelas heróicas fitas-cassete e, finalmente, chegando a era digital, dezenas dessas raridades povoam o imaginário do rock gaudério e atiçam o espírito arqueológico dos colecionadores de plantão. Algumas delas, como veremos, escondem verdadeiras pérolas, merecendo reedições, como já ocorreu com a ‘Rock Garagem’ e outras compilações já clássicas.

A primeira coletânea que marcou a história do rock gaúcho, ou quase rock, foi a ‘Paralelo 30’, lançada em 1978. A idéia original foi do jornalista musical Juarez Fonseca, acatada pela gravadora local Isaec que patrocinou o registro da "antologia de novos compositores". O LP trazia o "veterano" dos anos sessenta (Cláudio Vera Cruz, ex-Som 4 e Suco), Bebeto Alves (ex-Utopia, um trio folk-psicodélico-regional) e Carlinhos Hartlieb (compositor da maioria das músicas do único álbum do grupo Liverpool), além de Nelson Coelho de Castro, Raul Elwanger e Nando D’Ávila, mais voltados para a MPB.

O LP ganhou recente reedição em um caprichado CD duplo, com capa em papel duro e encarte detalhado. Um trazendo a versão original e remasterizada, outro com canções da edição original em novas versões com seus intérpretes originais, e novas canções. Entre as novas canções está ‘Manhã’, de Carlinhos Hartlieb (já falecido), cantada por Gelson Oliveira, que também reinterpreta ‘Maria da Paz (de Carlinhos, da versão original). Bebeto Alves, por sua vez, inclui na nova versão a clássica ‘Milonga de Paus’, que deu nome a um de seus últimos álbuns solo. A nova edição comemorativa foi bancada pela universidade Usininos, do Vale dos Sinos.

A coletânea ‘Rock Garagem’, produzida pelo DJ Ricardo Barão, é outro marco clássico da discografia do rock gaúcho. Em dois volumes, lançados em 1984 e 1985, a coletânea afirmou a cena local daquela metade de década. Nelas, estão Taranatiriça (com ‘Rockinho’), Urubu Rei (‘Nega’), Garotos da Rua, Fluxo, Moreirinha e seus Suspiram Blues, Astaroth, Frutos da Crise, Valhala, Leviatah, Replicantes (‘Princípio do Nada’), Os Eles, Produto Urbano, Prize, Os Bonitos, Câmbio Negro, Banda de Banda, Atahualpa Y Os Panques (‘Todo Mundo Saca’) e Spartacus. No som, punk, new wave e metal, especialmente. As duas coletânea já ganharam reedição em CD.

A coletânea mais popular, no entanto, desse período, foi a clássica ‘Rock Grande do Sul’, lançada pela RCA Victor, e já reeditada em CD, que trazia os grupos Engenheiros do Hawaii, Replicantes, Garotos da Rua, De Falla e TNT. Dos Engenheiros, ainda desconhecidos da mídia nacional, a coletânea apresentava os hits locais ‘Sopa de Letrinhas’ e ‘Segurança’, enquanto também destacava o mega-hit ‘Surfista Calhorda’, com os Replicantes, junto com ‘A Verdadeira Corrida Espacial’. As duas do TNT eram ‘Estou na Mão’ e ‘Entra Nessa’. Do Garotos da Rua, as escolhidas foram ‘Tô de Saco Cheio’ e ‘Me Leva Embora’. Com De Falla, ‘Você Me Disse’ e ‘Instinto Sexual’.

Um pouco antes, no entanto, outras duas coletâneas também marcaram a cena local. A primeira, ‘Porto Alegre 83’, com texto de apresentação de Celso Loureiro Chaves, trazia um mix de MPB e rock, apresentando artistas como Kim Ribeiro, Sá Brito, Cao Trein (parceiro de Bebeto Alves no Utopia), Giba Giba, Toneco, Fernando do Ó e Raiz de Pedra (um grupo de jazz-rock instrumental). Já ‘Porto Alegre Rock’, lançada em 1985, com uma das mais belas capas da história do rock local, era totalmente fiel ao nome. Trazendo de volta à cena o cantor do Liverpool, Fuguetti Luz (autoria da música ‘Novas Pulsações’, com a Bandaliera), a coletânea reunia Lionel Gomes, Vôo Livre, Byzarro, Astaroth, Sodoma, V-2, Pupilas Dilatadas e a já citada Bandaliera.

Em 1988, também em vinil, e da mesma forma inédita em CD, a coletânea ‘Rio Grande do Rock’ reunia as bandas Apartheid, Prize, Júlio Reny & Expresso Oriente, Jusca Causa e Cascavelletes. Com Júlio Reny, estão no LP as músicas ‘Expresso Oriente’ e ‘Anita’, enquanto com os também clássicos Cascavelletes, com a formação original, incluindo Frank Jorge, os destaques são ‘Estou Amando Uma Mulher’ e ‘Morte Por Tesão’. Apartheid aparece com ‘Roleta Russa’ e ‘Críticos’ e Justa Causa, banda de Ratão, com ‘Status’, ‘Forças de Interesse’ e ‘Exilados’. Do Prize, a música selecionada foi ‘Brasil’.

Outra coletânea clássica da época, lançada em 1991, é ‘Assim Na Terra Como No Céu’, que traz como destaque a presença do grupo Sangue Sujo, de Wander Wildner pós-Replicantes. Dele, a coletânea registra para a história do rock gaúcho ‘Jesus Voltará’ (depois regravada por ele), que ganhou clip na época, e ‘Boa Morte!. Outros destaques da coletânea são os grupos Ceres, de Biba Meira e Carlo Pianta (com as músicas ‘Bate Em Minha Cabeça’ e ‘Os Meus Sonhos Saindo da Cabeça’) e Pere Lachaise, de Plato Divorak (com ‘Auto-Retrato & 2 Mundos’ e ‘Almas Puras’). A coletânea também traz Smog Fog, com ‘Os Piratas’ e ‘No Galaxie Rosa’, e o rockabilly do Barba Ruiva & Os Corsários, com ‘Everbody Rock’n’Roll’ e ‘Jungle Rock’. E mais The Plastic Dream com ‘Zeit’ e’ Shake My Mind’.

No campo do punk, uma das coletâneas mais raras da época é ‘Paranóia Suicida’, lançada em vinil pelo selo Sulcos Suicidas. Na coletânea, com um capa totalmente insana, em cor amarela, estão os grupos Ratos do Terceiro Mundo, Sub Vida, Insanidade, Vômitos e Náuseas, N.D.A, Jack e Os Estripadores e Pupilas Dilatadas.A produção foi de Felipe Messa e as gravações foram feitas no final de 1990. Raridade difícil de ser encotrada, ‘Paranóia Suicida’ continua inédita em versão digital.

Outra fonte de coletâneas tão raras quanto geniais é o selo Vórtex, dirigido na época por Carlos Eduardo Miranda, Wander Wildner, Carlos Gerbase e os demais Replicantes, e responsável pela agitação da cena local, com seu mix de gravadora, estúdio, loja e bar. Todas em fita cassete, e inéditas em CD, as coletâneas escondem verdadeiras pérolas perdidas do rock gaúcho, como uma versão ao vivo com a Graforréia Xilarmônica para o clássico ‘Vem Quente Que Estou Fervendo’. A música está na coletânea ‘A Grande Sacanagem’, que ainda traz Os Cobaias (com a clássica ‘Dedos no Sofá’), Rebeldes, DeFalla e Cascavelletes, entre outros.

Outra coletânea clássica da Vórtex é ‘Zona Mortal’, que contém as versões originais de ‘Mestruada’ e ‘O Dotadão’, com Os Cascavelletes’, e também de ‘Amor e Morte’ e ‘Não Chores Lola’, com Júlio Reny e Km0 (com Edu K na guitarra). Na mesma coletânea estão os grupos Miguel e Almas, Fanzine (com uma versão neo-wave para ‘Sandina’, de Jimi Joe), Urubu Rei, Os Topetes (outra banda de Reny) e o próprio Miranda, entre outros. Os registros são de 1984, 1985 e 1986. Ainda da Vórtex, merece destaque a coletânea punk ‘Danças de Guerra’, com as bandas Kadafi (Wander Wildner), ORTN (com o original de ‘Burguês’), Justa Causa e Atraque.

Em se tratando de coletâneas sulistas, não se pode deixar de lembrar os diversos cassetes compilados e produzidos por Plato Divorak para o seu selo Krakatoa Records. Sempre em parceria com a loja Toca do Disco, de Rogério Cazzetta, a Krakatoa lançou algumas pérolas, com destaque para ‘Sha La La’, ‘Absolute Harmony’ e ‘A Fita dos Mil Disfarces’’. Nelas, estão algumas raridades como Lovecraft, Aristóteles de Ananias Jr. (de Marcelo Birck pós-Graforréia Xilarmônica), Assubek (de Carlo Pianta, também ex-GX), Ultramen, Pere Lachaise e Tequila Baby (com a versão original de ‘Brigadiana’), entre outros. No final dos anos noventa, ‘The Best of Krakatoa - Guru Psychosis 87/99’, reuniu os melhores momentos do selo, como a versão de ‘Impressões Digitais’ (do Liverpool) com Plato & The Charts.

A coletânea mais abrangente da história do rock gaúcho é a editada por Gilmar Eitelvain, com patrocínio da Prefeitura de Porto Alegre. Intitulada 'A música de Porto Alegre - Rock', integra uma série de CDs que cobrem a música da cidade ao longo de sua história. Nela, estão Os Brasas, em gravação de 1967, passando ainda pelos sessentistas Os Cleans e Liverpool, Utopia, Inconsciente Coletivo, Urubu Rei, TNT, Bandaliera, Colarinhos Caóticos e Graforréia Xilarmônica. Ao todo, foram reunidos 24 grupos, que dão um panorama da produção roqueira do Rio Grande do Sul, desde os anos sessenta.

Mais recentemente, as coletâneas lançadas pela rádio Ipanema FM, com vários clássicos do rock local, atuais e de décadas anteriores, deram prosseguimento a tradição das compilações clássicas. Outras coletâneas como a que reúne as bandas Acústicos & Valvulados, ainda na fase rockabilly, em inglês, Pura Sangre, Quintos dos Infernos e Mr. Papoo, e ‘Segunda Sem Ley’ (com Júpiter Maçã e sua clássica ‘Orgasmo Legal’, também confirmam a acertada política editorial. Uma política que foi levada ao cinema produzido no Sul, responsável por duas trilhas-coletâneas legais - dos filmes 'Houve Uma Vez Dois Verões (de Jorge Furtado) e 'Intolerância' (de Carlos Gerbase).

Detroit Rock City




Quem ouve hoje o som dos Detroit Cobras, White Stripes, Soledad Brothers ou Dirtbombs pode perguntar-se de onde saiu tal mistura de garagem, rhythm'n'blues e soul music. A resposta é simples: só podia ter saído de Detroit, sede da Motown e também berço da garagem e do pré-punk, nos anos sessenta e início dos anos setenta. Por Detroit, entenda-se também a próxima e agregada cidade universitária de Ann Arbor, e seu clima liberal. De lá para cá, as diferentes vertentes sonoras aproximaram-se e o volume aumentou.
 
Na era pré-Beatles, a gravadora Motown inundou o mundo com seus intérpretes e grupos vocais, onde se destacavam Smokey Robinson & The Miracles, Marvin Gaye, The Supremes e Jackson Five, de onde saiu Michael Jackson. O rhythm'n'blues embalado em arranjos 'esbranquiçados', mas com forte apelo rítmico, influenciou toda a geração 'anos sessenta', que produziu milhares de covers de hits da gravadora. Dos Beatles aos Stones, passando por Animals, e centenas de outros grupos, ninguém escapou de fazer suas releituras do som da Motown.

Em meados da década, com a explosão da beatlemania, a música 'branca' produzida na cidade ganhou outros contornos, mais radicais, agressivos e, depois, pesados. Esta mistura explodiu nos anos setenta, alimentando o universo roqueiro com bandas antológicas, que influenciaram as gerações seguintes, especialmente o punk rock e o som de garagem. Incendiando e sustentando a cena, destacava-se a casa de espetáculos Grande Ballroom, que tinha com o DJ e produtor Russ Gibb, uma espécie de Bill Graham (o cara dos Fillmore East/West) local. Todos os grandes heróis do rock sessentista tocaram no Ballroom e nele foi gravado o clássico 'Kick Out The Jams', do MC5.
 
Liderada por Mitch Ryder, uma espécie de Little Richard branco e punk, a banda Mitch Ryder & The Detroit Wheels deu o tom do que viria pela frente na segunda metade dos anos sessenta. No início dos anos setenta, Mitch Ryder deu continuidade ao seu trabalho com o grupo Detroit, com um acento mais pesado. Da mesma época é a clássica ? Mark and The Mysterians, com seu órgão Farfisa, responsável pelo mega-hit '96 Tears', para muitos a matriz de todas as bandas modernas de garagem.Avançando na mesma direção sonora, em 1967, o MC5 já tinha acumulado a fama de melhor banda da cidade, o que veio a confirmar-se posteriormente, com o segundo álbum 'Back In USA', lançado em 1970. Além do som agressivo, que resultava em shows arrasadores, o MC5 contava com o apoio logístico de John Sinclair, líder dos Panteras Brancas, que agregava um tom político ao som do grupo.

Sem o mesmo discurso politizado, mas profundamente vinculada às tensões existenciais da juventude da época, o grupo The Stooges também surgiu em Detroit, no final da década de sessenta. Com Iggy Pop à frente, o grupo radicalizou a linhagem garageira, gravando três álbuns clássicos, que influenciaram o futuro punk. De vida curta, o grupo acabou em 1973, com Iggy Pop retornando algum tempo depois em carreira solo. Dos Stooges saiu ainda o clássico Ron Asheton's Destroy All Monsters, nos anos setenta. E da união de integrantes dos Stooges e MC5, o Sonic's Rendezvous Band.Outros grupos também destacaram-se na cena local e conquistaram seu lugar na história do rock. Entre eles, The Amboy Dukes (de Ted Nugent), The Rationals (de Scott Morgan, também Guardian Angels) e, ainda, SRC, todos direcionados para a garagem e/ou psicodelia, com forte acento de rhythm'n'blues. Também saíram da cidade para o sucesso nacional e mundial os grupos Brownsville Station, de Cub Koda e, principalmente, Grand Funk Railroad, com seu radiofônico som pesado-pop.
 
Ainda de Detroit é o grupo Alice Cooper, que mudou-se para a cidade antes de explodir internacionalmente com sua agressividade 'trash-pop' nos álbuns 'Scholls Out' e 'Killer', de 1972 e 1973, respectivamente. E The Up, o braço musical dos Panteras Brancas, também sob a direção de Sinclair, que se mantém na ativa até hoje, à frente do selo Total Energy, subsidiário da Bomp Records.
 
Outros grupos também se destacaram nos anos setenta, especialmente The Rockets, Uprisig, The Sillies, The Ramrods, Coldcock. Mais recentemente, nos anos noventa, The Gories, The Lovemasters e The Hentchmen deram seqüência ao som de garagem da cidade.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Masturbação Feminina

"Caro Sr.Oldpunk , como prometido ao senhor resolvi aceitar o seu desafio e elaborar o posto sugerido , espero que esteja bem redigido."

Dona Wilma

Estimulação clitoriana com as mãos

Massageando: coloque o clitóris entre o polegar e o indicador e "gentilmente" massageie-o. Você pode começar devagar e ir aumentando gradualmente a velocidade e pressão conforme sua sensação de prazer.

Massagem circular: se você está com pressa, essa pode ser a técnica recomendada.Utilize os dedos indicadores e do meio de qualquer mão e coloque-os sobre o clitóris. 

Comece a massagear fazendo movimentos circulares alterando a velocidade e pressão ao seu gosto. Se desejar mudar um pouco a sensação, coloque um pouco de gel lubrificante nas pontas dos dedos.

Tapinhas com a ponta do dedo: essa técnica é um pouco diferente e não
funciona igualmente para todas a mulheres. Algumas poderão sentir prazer, quanto que outras não irão gostar.

Use os dedos de uma das mãos e puxe os lábios vaginais para trás, expondo o clitóris.Com a outra mão, comece a dar leves tapinhas com a ponta do dedo indicador em cima do clitóris variando a velocidade.

Combinação: essa técnica combina a estimulação do clitóris com a penetração utilizando ambas as mãos. Com os dedos de uma das mãos, estimule o clitóris da maneira que mais lhe agrada. Com a outra mão, utilize um, dois ou três dedos e insira-os na vagina simulando uma  penetração.

Estimulação utilizando água

Não jogue jatos fortes de água diretamente em sua vagina, pois pode ser potencialmente perigoso.

Na banheira: você irá precisar de uma banheira onde irá deitar-se e deixar a água do chuveiro ou da torneira cair sobre o clitóris. Comece com pouca água e vá aumentando a pressão conforme seu gosto. Não se esqueça de medir a temperatura da água antes.

O jato do bidê é famoso. É quase um animalzinho de estimação. Nesse caso, senta em cima do jato e estimula o clitóris. Dependendo da força, dá para ter orgasmos muito intensos em apenas dois minutos.

Chuveirinho: uma outra variação para aquelas mulheres que não tem acesso á uma banheira. Utilize o chuveirinho e concentre-o no clitóris.

Estimulação com vibradores

Vibradores são ótimos para estimulação clitoriana, pois você pode controlar a velocidade da vibração facilmente.

A pressão aplicada com eles também é fundamental. Pode esfregá-los na parte de dentro de suas coxas, nos lábios vaginais e até mesmo em seus seios.

A masturbação não precisa estar confinada apenas na área clitoriana.

Mas um meio que os homens geralmente não conhecem é o travesseiro. Ele é muito útil para pressionar o clitóris. Você pode facilmente entender este prazer ao se lembrar do que sente ao fazer uma pressão sobre o pênis.

Na falta de travesseiro, serve qualquer outro objeto que exerça pressão, como a quina de uma mesa.

Como usar o travesseiro? Deitada, com ele entre as pernas, pressionado de encontro ao colchão. Ou de lado, mexendo os quadris. Há também as variações: de joelhos ou de pé.As mulheres que têm coxas grossas conseguem estimular o clitóris cruzando as pernas com força.Existem milhares de outros acessórios destinados totalmente ao prazer da mulher.

A fantasia e a criatividade, aliados à segurança e à higiene podem fazer com que você tenha momentos muito prazerosos sozinha ou acompanhada. Você gostaria de ajudar sua mulher a gozar? Não ofereça um travesseiro, porque ela não vai aceitar. Vibradores são aceitos, mas os homens insistem em querer usá-lo como um pênis.Se você quiser mesmo ajudar, coloque-o sobre o clitóris dela.Ou melhor, pergunte do que ela mais gosta. 

Fim

P.S - Dona Wilma , sinceramente sem palavras ,agradeço pelo esclarecimento e coragem em nos revelar os segredos do universo feminino.

A história das Letras de musica , dentro do universo Rock and Roll

Parte 2

Dylan tem um filho cantor, Jakob. O líder dos Wallflowers, porém, está longe de ser o melhor exemplar de rebento intelectual. Este talvez seja Lewis Allan Reed, ou Lou Reed. Tanto no Velvet Underground - grupo apadrinhado pelo artista plástico Andy Warhol que dividia com outra boa cabeça do rock, John Cale - quanto na sua carreira solo, Reed atraiu atenção e escândalo porque se propôs a falar do lado selvagem da vida. Sua música mais famosa, aliás, Walk on The Wild Side, de 1972, habitava um universo de travestis e sexo oral. Tempos depois, num documentário sobre essa canção, David Byrne dizia se indagar a cada vez que ouvia pessoas cantarolando o refrão: "Será que elas sabem do que se fala?!"

Ainda a bordo do Velvet Underground, Reed havia feito polaróides da sujeira sob o tapete dos anos 60. Quando os Beatles decretaram ao final da década que o sonho tinha acabado, ele deve ter dado um sorrisinho sarcástico e dito "ah, é, não diga..." Em 1967, no famoso "disco da banana", cuja capa fora desenhada por Warhol, Reed falou desabridamente sobre drogas em Heroin, música que emulava a gangorra de excitação e prostração do vício. I'm Waiting for The Man tratava de prostituição e Venus in Furs, de sadomasoquismo: "Falem os chicotes, a cinta que espera por você/ Castigue-o minha senhora, para que seu coração seja curado"

O choque não era dado só pela temática pesada, pouco usual na música da época, mas pelo tratamento musical e poético. Havia um fascinante contraste entre a vida baixa retratada e a alta cultura do retrato. A derradeira faixa daquele LP, European Son, era um réquiem cacofônico para o poeta Delmore Schwartz, ex-professor de Reed na faculdade de artes e ciências de Syracuse que morrera de ataque cardíaco no ano anterior. Seu corpo ficara dias à espera de identificação num necrotério. O lado selvagem. No prefácio a Atravessar o Fogo, Reed reconhece: "Delmore Schwartz, meu professor, me apresentou à beleza da frase simples, e foi o que tentei seguir ao longo de uma vida escrevendo."

Na Inglaterra, entre muitos exemplos dessa elaborada oralidade, presente também nos beats ou em Dylan, está Steven Patrick Morrissey. Sua poética está enraizada em Lord Byron ou Mary Shelley, enquanto suas tiradas ácidas remetem a Oscar Wilde. Quando os Smiths acabaram, em 1987, Morrissey partiu para uma carreira solo de achados funcionais como "eu nunca pretendi matar/ eu não sou naturalmente mau/ fiz tais coisas/ apenas para me fazer/ mais atraente para você/ terei falhado?" (The Last of The Famous International Playboys).

Até a chegada da década de 1990, os garotos e garotas com maturidade intelectual para escrever boas letras de música tinham tido uma formação baseada em textos, não em imagens. Sua cultura ainda era basicamente literária, linear. Isso criava uma certa continuidade estética entre os poetas pré-rock'n'roll e as novas gerações, como no caso dos escritores de beats e de Dylan, ou Delmore Schwartz e de Reed. Porém, com a entrada em cena de letristas nascidos diante do aparelho de televisão, os versos passaram a funcionar quase como epigramas, reveladores de um estado de espírito mais inquieto que o polegar na tecla do controle remoto, em vez de constituir histórias com início, meio e fim.

A primeira cabeça representativa da turma da fragmentação foi a de Kurt Cobain, de Seattle, o líder do Nirvana que se suicidaria em 1994, no ponto mais baixo de uma espiral de drogadição e insegurança. Na biografia Come As You Are, de Michael Azerrad, são abundantes os testemunhos de como Cobain deixava para escrever as letras em cima da hora, num canto de estúdio. O seu desespero era transmitido pela alternância entre agitação e calmaria nos instrumentos do grupo, entre gritos e sussurros nas próprias cordas vocais. A letra era quase secundária, mas não desprezível, na sua arte.

Na época em que música Smells Like Teen Spirit explodiu na MTV americana, a emissora fez uma enquete entre seus espectadores: "O que diz a letra?" As pessoas ouviram as coisas mais disparatadas. Inclusive porque Cobain lhes oferecia, sim, imagens disparatadas, como "um mulato/ um albino/ um mosquito/ minha libido/ yeah". E assim, para seu terror, Cobain descobriu-se porta-voz de uma geração que achava não ter nada a dizer. O que nem era verdade: ela não tinha a dizer à moda antiga. Leia-se a tristíssima Pennyroyal Tea, ou "Chá de erva poejo", de supostas características abortivas. Nela, Cobain escreveu: "Sente-se e beba chá de poejo/ Destile a vida que está dentro de mim." Imagem forte e bonita.

Outros talentos burilaram a nova estética, à medida que a fragmentação audiovisual era radicalizada pela digital como fonte de educação sentimental da rapaziada. E o inglês Thom Yorke, do cultuado Radiohead, acabou herdando o bastão de intérprete das angústias geracionais após a morte de Cobain. Seu grande hit - agora raramente executado ao vivo - expressa de forma simples a inadequação da juventude. "Você flutua como uma pena/ Num mundo maravilhoso/ Eu queria ter sido especial/ Tão especial/ Mas eu sou um verme/ Eu sou esquisitão/ Que diabos faço aqui?/ Eu não pertenço a este lugar", avisa Creep.

Enfim caro leitor , aventure-se por esse universo .....

Ufa....Semana chegando ao fim


A história das Letras de musica , dentro do universo Rock and Roll


Parte I

O rock não teria tido o mesmo impacto socio cultural entre os jovens da segunda metade da década de 1950 e da primeira metade da década de 1960 se já tivesse nascido sob o signo da pretensão poética. Se os filhos ficavam excitados e os pais, amedrontados, era porque Elvis Presley sacudia a pélvis daquela lasciva maneira africana, Little Richard urrava "A-wop bop-a loo-bop, a-wop bam-boom! Tutti Frutti, al-rudy" como se fosse uma bateria desenfreada, e Chuck Berry louvava o rock'n'roll acima do jazz, das sinfonias, do country, do tango, do mambo. Como antes acontecera com o jazz e depois aconteceria com o funk e o rap, o racismo americano se manifestaria na forma de uma cruzada moral, de repulsa ao sexo.

Na reprimidíssima década de 1950, não era necessário ser sexualmente explícito para suscitar a antevisão de prazeres proibidos. A combinação entre carrões envenenados e romances infelizes aparecia, por exemplo, em Maybellene, de Chuck Berry, cuja refrão dizia: "Maybellene, por que você não pode ser fiel? Você voltou a fazer as coisas que costumava fazer." Essas coisas, à época, não precisavam ser ditas para serem censuráveis. A batida frenética dizia tudo. O meio era a mensagem.
 
A imagem de rebeldia associada ao rock em filmes como Sementes de Violência (1955) ou No Balanço das Horas (1956) tornou-se tão forte que resistia ao evidente bom-mocismo de Bill Haley e Seus Cometas, presentes em ambos. As canções entoadas por Elvis também não eram especialmente selvagens. O que perturbava a ordem era a boa aparência, o rebolado, a voz de negro num branco. As letras, portanto, não iam além de garotas, garotas, garotas. Isso fez alguns observadores confundirem o rock com outros modismos musicais que, em décadas anteriores, haviam cutucado os hormônios da América branca e, de carona em sua poderosa indústria cultural, os hormônios de todo o Ocidente cristão. Quando Elvis foi enquadrado no serviço militar, então, o bicho parecia domado.

Nem mesmo ao final da primeira fase dos Beatles, com o já musicalmente brilhante álbum Revolver (1966), as letras possuíam a capacidade de funcionar sem a companhia da música. Qualidade que conquistariam conforme, "desafiados" por seu ídolo Dylan, John Lennon e Paul McCartney se dedicassem a torná-las mais significativas, casos de She's Leaving Home ou Blackbird. O repertório inicial dos Fab Four fazia cândidas declarações de amor, externando o desejo de pegar na mão na menina ou, no máximo da ousadia, se tornar o homem dela. Fosse como fosse, o rock'n'roll era sobre coração e sexo, não cérebro. Até hoje há compositores bons na pregação de que a música deve ser, antes de tudo, diversão. Certas bandas de hard rock ou heavy metal, como o AC/DC, eternizam em poucas linhas o sentimento de que a vida é curta, e é preciso vivê-la rapidamente. Parafraseando Lobão, os livros na estante - com antologias de letras de canções - não teriam tanta importância.
 
Em seu primeiro filme como diretor, Ricardo III - Um Ensaio (1996), o ator Al Pacino a certa altura conjecturava se Shakespeare já não havia pensado tudo o que o homem poderia pensar. Em relação a Bob Dylan o sentimento é mais ou menos o mesmo. Abrir ao acaso o calhamaço que é Lyrics 1962-2001, nunca editado no Brasil, se assemelha a jogar I Ching. A poesia de Dylan funciona tanto como arte divinatória como gotas espessas de sabedoria. Em meio século de carreira, ele se pronunciou sobre virtualmente tudo o que há para se pronunciar: política, amor, guerra, ecologia, religião, morte, arte. E, quando o fez, fê-lo com a autoridade moral de profeta que atravessou várias crenças e descrenças.

Dylan despontou para Nova York e para o mundo como um trovador folk. Nesta condição, participou do comício de 28 de agosto de 1963, em Washington, no qual Martin Luther King Jr. contou a 200 mil manifestantes pelos Direitos Civis o seu célebre sonho: "Um dia meus quatro filhos pequenos viverão num país em que não serão julgados pela cor de suas peles, mas pelo conteúdo de seu caráter." De alguma forma, a poderosa retórica batista de Luther King Jr. já ressoava pela obra deste judeu de Duluth, Minnesota, que dois anos antes largara a universidade ainda como calouro e fora pregar o próprio evangelho pelos bares do Greenwich Village. Esta, porém, não seria sua influência mais óbvia. Dylan idolatrava Woody Guthrie, que escavara a canivete no tampo de seu violão a frase "Esta máquina mata fascistas", e com certeza lera com atenção poetas beat como Allen Ginsberg.

Havia ainda, é claro, o fascínio primeiro por Dylan Thomas, tão intenso que lhe fornecera o sobrenome artístico. Diferentemente da impenetrabilidade da poesia do galês, entretanto, o pulo do gato de Bob Dylan foi unir uma erudição instintiva à capacidade de comunicá-la de forma eficiente, pop. As letras de Dylan ofereciam - e oferecem - inúmeras camadas de interpretação e permitiam ao rock, gênero pelo qual ele se interessara ainda antes de virar o cantor folk por excelência, a autoconsciência da própria complexidade e importância. Dylan abandonou a universidade, certo, mas sua obra voltou a ela pela porta da frente. Existe uma anedota daquelas que se não for verdadeira é bem achada. Dizem que Dylan entrou incógnito num grupo de discussões sobre suas letras na internet. Diante de um despautério, contudo, ele não pôde deixar de se manifestar e afirmar que não quisera dizer nada daquilo que lhe era atribuído. Foi expulso do grupo como impostor, óbvio.

O impacto de centenas de letras como as de Blowin' In the Wind, The Times They're a-Changin', Don't Think Twice it's All Right ou Hurricane ultrapassou as fronteiras artísticas e conquistou para o rock o respeito de exegetas que antes consideravam aquela música sem nenhuma relevância cultural.