".. cara coloca umas gostosas amadoras , muito texto...Por causa desse blog , parei de comprar playboy , mulher tem que ser natural , viva os defeitos "
Claudio Gimo
Caverna do Jurassico
sábado, 26 de maio de 2012
A História do Rock Gaúcho Através das Coletâneas
A história do rock gaúcho não
poderia ser escrita sem falar das coletâneas que ajudaram a afirmar cenas e
lançar grupos e intérpretes. Desde os anos setenta, ainda no tempo do vinil,
passando pelas heróicas fitas-cassete e, finalmente, chegando a era digital,
dezenas dessas raridades povoam o imaginário do rock gaudério e atiçam o
espírito arqueológico dos colecionadores de plantão. Algumas delas, como
veremos, escondem verdadeiras pérolas, merecendo reedições, como já ocorreu com
a ‘Rock Garagem’ e outras compilações já clássicas.
A primeira coletânea que marcou a
história do rock gaúcho, ou quase rock, foi a ‘Paralelo 30’, lançada em 1978. A idéia original foi
do jornalista musical Juarez Fonseca, acatada pela gravadora local Isaec que
patrocinou o registro da "antologia de novos compositores". O LP
trazia o "veterano" dos anos sessenta (Cláudio Vera Cruz, ex-Som 4 e
Suco), Bebeto Alves (ex-Utopia, um trio folk-psicodélico-regional) e Carlinhos
Hartlieb (compositor da maioria das músicas do único álbum do grupo Liverpool),
além de Nelson Coelho de Castro, Raul Elwanger e Nando D’Ávila, mais voltados
para a MPB.
O LP ganhou recente reedição em
um caprichado CD duplo, com capa em papel duro e encarte detalhado. Um trazendo
a versão original e remasterizada, outro com canções da edição original em
novas versões com seus intérpretes originais, e novas canções. Entre as novas
canções está ‘Manhã’, de Carlinhos Hartlieb (já falecido), cantada por Gelson
Oliveira, que também reinterpreta ‘Maria da Paz (de Carlinhos, da versão
original). Bebeto Alves, por sua vez, inclui na nova versão a clássica ‘Milonga
de Paus’, que deu nome a um de seus últimos álbuns solo. A nova edição
comemorativa foi bancada pela universidade Usininos, do Vale dos Sinos.
A coletânea ‘Rock Garagem’,
produzida pelo DJ Ricardo Barão, é outro marco clássico da discografia do rock
gaúcho. Em dois volumes, lançados em 1984 e 1985, a coletânea afirmou a
cena local daquela metade de década. Nelas, estão Taranatiriça (com
‘Rockinho’), Urubu Rei (‘Nega’), Garotos da Rua, Fluxo, Moreirinha e seus
Suspiram Blues, Astaroth, Frutos da Crise, Valhala, Leviatah, Replicantes
(‘Princípio do Nada’), Os Eles, Produto Urbano, Prize, Os Bonitos, Câmbio
Negro, Banda de Banda, Atahualpa Y Os Panques (‘Todo Mundo Saca’) e Spartacus.
No som, punk, new wave e metal, especialmente. As duas coletânea já ganharam
reedição em CD.
A coletânea mais popular, no
entanto, desse período, foi a clássica ‘Rock Grande do Sul’, lançada pela RCA
Victor, e já reeditada em CD, que trazia os grupos Engenheiros do Hawaii,
Replicantes, Garotos da Rua, De Falla e TNT. Dos Engenheiros, ainda
desconhecidos da mídia nacional, a coletânea apresentava os hits locais ‘Sopa
de Letrinhas’ e ‘Segurança’, enquanto também destacava o mega-hit ‘Surfista
Calhorda’, com os Replicantes, junto com ‘A Verdadeira Corrida Espacial’. As
duas do TNT eram ‘Estou na Mão’ e ‘Entra Nessa’. Do Garotos da Rua, as
escolhidas foram ‘Tô de Saco Cheio’ e ‘Me Leva Embora’. Com De Falla, ‘Você Me
Disse’ e ‘Instinto Sexual’.
Um pouco antes, no entanto,
outras duas coletâneas também marcaram a cena local. A primeira, ‘Porto Alegre 83’, com texto de apresentação
de Celso Loureiro Chaves, trazia um mix de MPB e rock, apresentando artistas
como Kim Ribeiro, Sá Brito, Cao
Trein (parceiro de Bebeto Alves no Utopia), Giba Giba,
Toneco, Fernando do Ó e Raiz de Pedra (um grupo de jazz-rock instrumental). Já
‘Porto Alegre Rock’, lançada em 1985, com uma das mais belas capas da história
do rock local, era totalmente fiel ao nome. Trazendo de volta à cena o cantor
do Liverpool, Fuguetti Luz (autoria da música ‘Novas Pulsações’, com a
Bandaliera), a coletânea reunia Lionel Gomes, Vôo Livre, Byzarro, Astaroth,
Sodoma, V-2, Pupilas Dilatadas e a já citada Bandaliera.
Em 1988, também em vinil, e da
mesma forma inédita em CD, a coletânea ‘Rio Grande do Rock’ reunia as bandas
Apartheid, Prize, Júlio Reny & Expresso Oriente, Jusca Causa e
Cascavelletes. Com Júlio Reny, estão no LP as músicas ‘Expresso Oriente’ e
‘Anita’, enquanto com os também clássicos Cascavelletes, com a formação
original, incluindo Frank Jorge, os destaques são ‘Estou Amando Uma Mulher’ e
‘Morte Por Tesão’. Apartheid aparece com ‘Roleta Russa’ e ‘Críticos’ e Justa
Causa, banda de Ratão, com ‘Status’, ‘Forças de Interesse’ e ‘Exilados’. Do
Prize, a música selecionada foi ‘Brasil’.
Outra coletânea clássica da
época, lançada em 1991, é ‘Assim Na Terra Como No Céu’, que traz como destaque
a presença do grupo Sangue Sujo, de Wander Wildner pós-Replicantes. Dele, a
coletânea registra para a história do rock gaúcho ‘Jesus Voltará’ (depois
regravada por ele), que ganhou clip na época, e ‘Boa Morte!. Outros destaques
da coletânea são os grupos Ceres, de Biba Meira e Carlo Pianta (com as músicas
‘Bate Em Minha Cabeça’
e ‘Os Meus Sonhos Saindo da Cabeça’) e Pere Lachaise, de Plato Divorak (com
‘Auto-Retrato & 2 Mundos’ e ‘Almas Puras’). A coletânea também traz
Smog Fog, com ‘Os Piratas’ e ‘No Galaxie Rosa’, e o rockabilly do Barba Ruiva
& Os Corsários, com ‘Everbody Rock’n’Roll’ e ‘Jungle Rock’. E mais The
Plastic Dream com ‘Zeit’ e’ Shake My Mind’.
No campo do punk, uma das
coletâneas mais raras da época é ‘Paranóia Suicida’, lançada em vinil pelo selo
Sulcos Suicidas. Na coletânea, com um capa totalmente insana, em cor amarela,
estão os grupos Ratos do Terceiro Mundo, Sub Vida, Insanidade, Vômitos e
Náuseas, N.D.A, Jack e Os Estripadores e Pupilas Dilatadas.A produção foi de
Felipe Messa e as gravações foram feitas no final de 1990. Raridade difícil de
ser encotrada, ‘Paranóia Suicida’ continua inédita em versão digital.
Outra fonte de coletâneas tão
raras quanto geniais é o selo Vórtex, dirigido na época por Carlos Eduardo
Miranda, Wander Wildner, Carlos Gerbase e os demais Replicantes, e responsável
pela agitação da cena local, com seu mix de gravadora, estúdio, loja e bar.
Todas em fita cassete, e inéditas em CD, as coletâneas escondem verdadeiras
pérolas perdidas do rock gaúcho, como uma versão ao vivo com a Graforréia
Xilarmônica para o clássico ‘Vem Quente Que Estou Fervendo’. A música está na coletânea
‘A Grande Sacanagem’, que ainda traz Os Cobaias (com a clássica ‘Dedos no
Sofá’), Rebeldes, DeFalla e Cascavelletes, entre outros.
Outra coletânea clássica da
Vórtex é ‘Zona Mortal’, que contém as versões originais de ‘Mestruada’ e ‘O
Dotadão’, com Os Cascavelletes’, e também de ‘Amor e Morte’ e ‘Não Chores
Lola’, com Júlio Reny e Km0 (com Edu K na guitarra). Na mesma coletânea estão
os grupos Miguel e Almas, Fanzine (com uma versão neo-wave para ‘Sandina’, de
Jimi Joe), Urubu Rei, Os Topetes (outra banda de Reny) e o próprio Miranda,
entre outros. Os registros são de 1984, 1985 e 1986. Ainda da Vórtex, merece
destaque a coletânea punk ‘Danças de Guerra’, com as bandas Kadafi (Wander
Wildner), ORTN (com o original de ‘Burguês’), Justa Causa e Atraque.
Em se tratando de coletâneas
sulistas, não se pode deixar de lembrar os diversos cassetes compilados e
produzidos por Plato Divorak para o seu selo Krakatoa Records. Sempre em
parceria com a loja Toca do Disco, de Rogério Cazzetta, a Krakatoa lançou algumas
pérolas, com destaque para ‘Sha La
La’, ‘Absolute Harmony’ e ‘A Fita dos Mil Disfarces’’. Nelas,
estão algumas raridades como Lovecraft, Aristóteles de Ananias Jr. (de Marcelo
Birck pós-Graforréia Xilarmônica), Assubek (de Carlo Pianta, também ex-GX),
Ultramen, Pere Lachaise e Tequila Baby (com a versão original de ‘Brigadiana’),
entre outros. No final dos anos noventa, ‘The Best of Krakatoa - Guru Psychosis
87/99’, reuniu os melhores momentos do selo, como a versão de ‘Impressões
Digitais’ (do Liverpool) com Plato & The Charts.
A coletânea mais abrangente da
história do rock gaúcho é a editada por Gilmar Eitelvain, com patrocínio da
Prefeitura de Porto Alegre. Intitulada 'A música de Porto Alegre - Rock',
integra uma série de CDs que cobrem a música da cidade ao longo de sua
história. Nela, estão Os Brasas, em gravação de 1967, passando ainda pelos
sessentistas Os Cleans e Liverpool, Utopia, Inconsciente Coletivo, Urubu Rei,
TNT, Bandaliera, Colarinhos Caóticos e Graforréia Xilarmônica. Ao todo, foram
reunidos 24 grupos, que dão um panorama da produção roqueira do Rio Grande do
Sul, desde os anos sessenta.
Mais recentemente, as coletâneas
lançadas pela rádio Ipanema FM, com vários clássicos do rock local, atuais e de
décadas anteriores, deram prosseguimento a tradição das compilações clássicas.
Outras coletâneas como a que reúne as bandas Acústicos & Valvulados,
ainda na fase rockabilly, em inglês, Pura Sangre, Quintos dos Infernos e Mr.
Papoo, e ‘Segunda Sem Ley’ (com Júpiter Maçã e sua clássica ‘Orgasmo Legal’,
também confirmam a acertada política editorial. Uma política que foi levada ao
cinema produzido no Sul, responsável por duas trilhas-coletâneas legais - dos
filmes 'Houve Uma Vez Dois Verões (de Jorge Furtado) e 'Intolerância' (de Carlos
Gerbase).
Detroit Rock City
Quem ouve hoje o som dos Detroit
Cobras, White Stripes, Soledad Brothers ou Dirtbombs pode perguntar-se de onde
saiu tal mistura de garagem, rhythm'n'blues e soul music. A resposta é simples:
só podia ter saído de Detroit, sede da Motown e também berço da garagem e do
pré-punk, nos anos sessenta e início dos anos setenta. Por Detroit, entenda-se
também a próxima e agregada cidade universitária de Ann Arbor, e seu clima
liberal. De lá para cá, as diferentes vertentes sonoras aproximaram-se e o
volume aumentou.
Na era pré-Beatles, a gravadora Motown
inundou o mundo com seus intérpretes e grupos vocais, onde se destacavam Smokey
Robinson & The Miracles, Marvin Gaye, The Supremes e Jackson Five, de onde
saiu Michael Jackson. O rhythm'n'blues embalado em arranjos 'esbranquiçados',
mas com forte apelo rítmico, influenciou toda a geração 'anos sessenta', que
produziu milhares de covers de hits da gravadora. Dos Beatles aos Stones,
passando por Animals, e centenas de outros grupos, ninguém escapou de fazer
suas releituras do som da Motown.
Em meados da década, com a explosão da
beatlemania, a música 'branca' produzida na cidade ganhou outros contornos, mais
radicais, agressivos e, depois, pesados. Esta mistura explodiu nos anos
setenta, alimentando o universo roqueiro com bandas antológicas, que
influenciaram as gerações seguintes, especialmente o punk rock e o som de
garagem. Incendiando e sustentando a cena, destacava-se a casa de espetáculos
Grande Ballroom, que tinha com o DJ e produtor Russ Gibb, uma espécie de Bill
Graham (o cara dos Fillmore East/West) local. Todos os grandes heróis do rock
sessentista tocaram no Ballroom e nele foi gravado o clássico 'Kick Out The
Jams', do MC5.
Liderada por Mitch Ryder, uma espécie
de Little Richard branco e punk, a banda Mitch Ryder & The Detroit Wheels
deu o tom do que viria pela frente na segunda metade dos anos sessenta. No
início dos anos setenta, Mitch Ryder deu continuidade ao seu trabalho com o
grupo Detroit, com um acento mais pesado. Da mesma época é a clássica ? Mark
and The Mysterians, com seu órgão Farfisa, responsável pelo mega-hit '96
Tears', para muitos a matriz de todas as bandas modernas de garagem.Avançando
na mesma direção sonora, em 1967, o MC5 já tinha acumulado a fama de melhor
banda da cidade, o que veio a confirmar-se posteriormente, com o segundo álbum
'Back In USA', lançado em 1970. Além do som agressivo, que resultava em shows
arrasadores, o MC5 contava com o apoio logístico de John Sinclair, líder dos
Panteras Brancas, que agregava um tom político ao som do grupo.
Sem o mesmo discurso politizado, mas
profundamente vinculada às tensões existenciais da juventude da época, o grupo
The Stooges também surgiu em Detroit, no final da década de sessenta. Com Iggy
Pop à frente, o grupo radicalizou a linhagem garageira, gravando três álbuns
clássicos, que influenciaram o futuro punk. De vida curta, o grupo acabou em
1973, com Iggy Pop retornando algum tempo depois em carreira solo. Dos Stooges
saiu ainda o clássico Ron Asheton's Destroy All Monsters, nos anos setenta. E
da união de integrantes dos Stooges e MC5, o Sonic's Rendezvous Band.Outros
grupos também destacaram-se na cena local e conquistaram seu lugar na história
do rock. Entre eles, The Amboy Dukes (de Ted Nugent), The Rationals (de Scott
Morgan, também Guardian Angels) e, ainda, SRC, todos direcionados para a
garagem e/ou psicodelia, com forte acento de rhythm'n'blues. Também saíram da cidade
para o sucesso nacional e mundial os grupos Brownsville Station, de Cub Koda e,
principalmente, Grand Funk Railroad, com seu radiofônico som pesado-pop.
Ainda de Detroit é o grupo Alice
Cooper, que mudou-se para a cidade antes de explodir internacionalmente com sua
agressividade 'trash-pop' nos álbuns 'Scholls Out' e 'Killer', de 1972 e 1973,
respectivamente. E The Up, o braço musical dos Panteras Brancas, também sob a
direção de Sinclair, que se mantém na ativa até hoje, à frente do selo Total
Energy, subsidiário da Bomp Records.
Outros grupos também se destacaram nos
anos setenta, especialmente The Rockets, Uprisig, The Sillies, The Ramrods,
Coldcock. Mais recentemente, nos anos noventa, The Gories, The Lovemasters e
The Hentchmen deram seqüência ao som de garagem da cidade.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Masturbação Feminina
"Caro Sr.Oldpunk , como prometido ao senhor resolvi aceitar o seu desafio e elaborar o posto sugerido , espero que esteja bem redigido."
Dona Wilma
Estimulação clitoriana com as mãos
Massageando: coloque o clitóris entre o polegar e o indicador e "gentilmente" massageie-o. Você pode começar devagar e ir aumentando gradualmente a velocidade e pressão conforme sua sensação de prazer.
Massagem circular: se você está com pressa, essa pode ser a técnica recomendada.Utilize os dedos indicadores e do meio de qualquer mão e coloque-os sobre o clitóris.
Comece a massagear fazendo movimentos circulares alterando a
velocidade e pressão ao seu gosto. Se desejar mudar um pouco a sensação,
coloque um pouco de gel lubrificante nas pontas dos dedos.
Tapinhas com a ponta do dedo: essa técnica é um pouco diferente e não
funciona igualmente para todas a mulheres. Algumas poderão sentir prazer, quanto que outras não irão gostar.
Tapinhas com a ponta do dedo: essa técnica é um pouco diferente e não
funciona igualmente para todas a mulheres. Algumas poderão sentir prazer, quanto que outras não irão gostar.
Use os dedos de uma das mãos e puxe os lábios vaginais para trás, expondo o clitóris.Com a outra mão, comece a dar leves tapinhas com a ponta do dedo indicador em cima do clitóris variando a velocidade.
Combinação: essa técnica combina a estimulação do clitóris com a penetração utilizando ambas as mãos. Com os dedos de uma das mãos, estimule o clitóris da maneira que mais lhe agrada. Com a outra mão, utilize um, dois ou três dedos e insira-os na vagina simulando uma penetração.
Estimulação utilizando água
Não jogue jatos fortes de água diretamente em sua vagina, pois pode ser potencialmente perigoso.
Na banheira: você irá precisar de uma banheira onde irá deitar-se e deixar a água do chuveiro ou da torneira cair sobre o clitóris. Comece com pouca água e vá aumentando a pressão conforme seu gosto. Não se esqueça de medir a temperatura da água antes.
O jato do bidê é famoso. É quase um animalzinho de estimação. Nesse caso, senta em cima do jato e estimula o clitóris. Dependendo da força, dá para ter orgasmos muito intensos em apenas dois minutos.
Chuveirinho: uma outra variação para aquelas mulheres que não tem acesso á uma banheira. Utilize o chuveirinho e concentre-o no clitóris.
Estimulação com vibradores
Vibradores são ótimos para estimulação clitoriana, pois você pode controlar a velocidade da vibração facilmente.
A pressão aplicada com eles também é fundamental. Pode esfregá-los na parte de dentro de suas coxas, nos lábios vaginais e até mesmo em seus seios.
A masturbação não precisa estar confinada apenas na área clitoriana.
Mas um meio que os homens geralmente não conhecem é o travesseiro. Ele é muito útil para pressionar o clitóris. Você pode facilmente entender este prazer ao se lembrar do que sente ao fazer uma pressão sobre o pênis.
Na falta de travesseiro, serve qualquer outro objeto que exerça pressão, como a quina de uma mesa.
Como usar o travesseiro? Deitada, com ele entre as pernas, pressionado de encontro ao colchão. Ou de lado, mexendo os quadris. Há também as variações: de joelhos ou de pé.As mulheres que têm coxas grossas conseguem estimular o clitóris cruzando as pernas com força.Existem milhares de outros acessórios destinados totalmente ao prazer da mulher.
A fantasia e a criatividade, aliados à segurança e à higiene podem fazer com que você tenha momentos muito prazerosos sozinha ou acompanhada. Você gostaria de ajudar sua mulher a gozar? Não ofereça um travesseiro, porque ela não vai aceitar. Vibradores são aceitos, mas os homens insistem em querer usá-lo como um pênis.Se você quiser mesmo ajudar, coloque-o sobre o clitóris dela.Ou melhor, pergunte do que ela mais gosta.
Fim
P.S - Dona Wilma , sinceramente sem palavras ,agradeço pelo esclarecimento e coragem em nos revelar os segredos do universo feminino.
A história das Letras de musica , dentro do universo Rock and Roll
Parte 2
Dylan tem um filho cantor, Jakob. O líder dos Wallflowers, porém,
está longe de ser o melhor exemplar de rebento intelectual. Este talvez
seja Lewis Allan Reed, ou Lou Reed. Tanto no Velvet Underground - grupo
apadrinhado pelo artista plástico Andy Warhol que dividia com outra boa
cabeça do rock, John Cale - quanto na sua carreira solo, Reed atraiu
atenção e escândalo porque se propôs a falar do lado selvagem da vida.
Sua música mais famosa, aliás, Walk on The Wild Side, de 1972,
habitava um universo de travestis e sexo oral. Tempos depois, num
documentário sobre essa canção, David Byrne dizia se indagar a cada vez
que ouvia pessoas cantarolando o refrão: "Será que elas sabem do que se
fala?!"
Ainda a bordo do Velvet Underground, Reed havia feito polaróides da
sujeira sob o tapete dos anos 60. Quando os Beatles decretaram ao final
da década que o sonho tinha acabado, ele deve ter dado um sorrisinho
sarcástico e dito "ah, é, não diga..." Em 1967, no famoso "disco da
banana", cuja capa fora desenhada por Warhol, Reed falou desabridamente
sobre drogas em Heroin, música que emulava a gangorra de excitação e prostração do vício. I'm Waiting for The Man tratava de prostituição e Venus in Furs,
de sadomasoquismo: "Falem os chicotes, a cinta que espera por você/
Castigue-o minha senhora, para que seu coração seja curado"
O choque não era dado só pela temática pesada, pouco usual na música
da época, mas pelo tratamento musical e poético. Havia um fascinante
contraste entre a vida baixa retratada e a alta cultura do retrato. A
derradeira faixa daquele LP, European Son, era um réquiem
cacofônico para o poeta Delmore Schwartz, ex-professor de Reed na
faculdade de artes e ciências de Syracuse que morrera de ataque cardíaco
no ano anterior. Seu corpo ficara dias à espera de identificação num
necrotério. O lado selvagem. No prefácio a Atravessar o Fogo,
Reed reconhece: "Delmore Schwartz, meu professor, me apresentou à beleza
da frase simples, e foi o que tentei seguir ao longo de uma vida
escrevendo."
Na Inglaterra, entre muitos exemplos dessa elaborada oralidade, presente também nos beats ou em Dylan, está Steven Patrick Morrissey. Sua poética está enraizada em Lord Byron ou Mary Shelley, enquanto suas tiradas ácidas remetem a Oscar Wilde. Quando os Smiths acabaram, em 1987, Morrissey partiu para uma carreira solo de achados funcionais como "eu nunca pretendi matar/ eu não sou naturalmente mau/ fiz tais coisas/ apenas para me fazer/ mais atraente para você/ terei falhado?" (The Last of The Famous International Playboys).
Até a chegada da década de 1990, os garotos e garotas com maturidade intelectual para escrever boas letras de música tinham tido uma formação baseada em textos, não em imagens. Sua cultura ainda era basicamente literária, linear. Isso criava uma certa continuidade estética entre os poetas pré-rock'n'roll e as novas gerações, como no caso dos escritores de beats e de Dylan, ou Delmore Schwartz e de Reed. Porém, com a entrada em cena de letristas nascidos diante do aparelho de televisão, os versos passaram a funcionar quase como epigramas, reveladores de um estado de espírito mais inquieto que o polegar na tecla do controle remoto, em vez de constituir histórias com início, meio e fim.
A primeira cabeça representativa da turma da fragmentação foi a de Kurt Cobain, de Seattle, o líder do Nirvana que se suicidaria em 1994, no ponto mais baixo de uma espiral de drogadição e insegurança. Na biografia Come As You Are, de Michael Azerrad, são abundantes os testemunhos de como Cobain deixava para escrever as letras em cima da hora, num canto de estúdio. O seu desespero era transmitido pela alternância entre agitação e calmaria nos instrumentos do grupo, entre gritos e sussurros nas próprias cordas vocais. A letra era quase secundária, mas não desprezível, na sua arte.
Na época em que música Smells Like Teen Spirit explodiu na MTV americana, a emissora fez uma enquete entre seus espectadores: "O que diz a letra?" As pessoas ouviram as coisas mais disparatadas. Inclusive porque Cobain lhes oferecia, sim, imagens disparatadas, como "um mulato/ um albino/ um mosquito/ minha libido/ yeah". E assim, para seu terror, Cobain descobriu-se porta-voz de uma geração que achava não ter nada a dizer. O que nem era verdade: ela não tinha a dizer à moda antiga. Leia-se a tristíssima Pennyroyal Tea, ou "Chá de erva poejo", de supostas características abortivas. Nela, Cobain escreveu: "Sente-se e beba chá de poejo/ Destile a vida que está dentro de mim." Imagem forte e bonita.
Outros talentos burilaram a nova estética, à medida que a fragmentação audiovisual era radicalizada pela digital como fonte de educação sentimental da rapaziada. E o inglês Thom Yorke, do cultuado Radiohead, acabou herdando o bastão de intérprete das angústias geracionais após a morte de Cobain. Seu grande hit - agora raramente executado ao vivo - expressa de forma simples a inadequação da juventude. "Você flutua como uma pena/ Num mundo maravilhoso/ Eu queria ter sido especial/ Tão especial/ Mas eu sou um verme/ Eu sou esquisitão/ Que diabos faço aqui?/ Eu não pertenço a este lugar", avisa Creep.
Enfim caro leitor , aventure-se por esse universo .....
Na Inglaterra, entre muitos exemplos dessa elaborada oralidade, presente também nos beats ou em Dylan, está Steven Patrick Morrissey. Sua poética está enraizada em Lord Byron ou Mary Shelley, enquanto suas tiradas ácidas remetem a Oscar Wilde. Quando os Smiths acabaram, em 1987, Morrissey partiu para uma carreira solo de achados funcionais como "eu nunca pretendi matar/ eu não sou naturalmente mau/ fiz tais coisas/ apenas para me fazer/ mais atraente para você/ terei falhado?" (The Last of The Famous International Playboys).
Até a chegada da década de 1990, os garotos e garotas com maturidade intelectual para escrever boas letras de música tinham tido uma formação baseada em textos, não em imagens. Sua cultura ainda era basicamente literária, linear. Isso criava uma certa continuidade estética entre os poetas pré-rock'n'roll e as novas gerações, como no caso dos escritores de beats e de Dylan, ou Delmore Schwartz e de Reed. Porém, com a entrada em cena de letristas nascidos diante do aparelho de televisão, os versos passaram a funcionar quase como epigramas, reveladores de um estado de espírito mais inquieto que o polegar na tecla do controle remoto, em vez de constituir histórias com início, meio e fim.
A primeira cabeça representativa da turma da fragmentação foi a de Kurt Cobain, de Seattle, o líder do Nirvana que se suicidaria em 1994, no ponto mais baixo de uma espiral de drogadição e insegurança. Na biografia Come As You Are, de Michael Azerrad, são abundantes os testemunhos de como Cobain deixava para escrever as letras em cima da hora, num canto de estúdio. O seu desespero era transmitido pela alternância entre agitação e calmaria nos instrumentos do grupo, entre gritos e sussurros nas próprias cordas vocais. A letra era quase secundária, mas não desprezível, na sua arte.
Na época em que música Smells Like Teen Spirit explodiu na MTV americana, a emissora fez uma enquete entre seus espectadores: "O que diz a letra?" As pessoas ouviram as coisas mais disparatadas. Inclusive porque Cobain lhes oferecia, sim, imagens disparatadas, como "um mulato/ um albino/ um mosquito/ minha libido/ yeah". E assim, para seu terror, Cobain descobriu-se porta-voz de uma geração que achava não ter nada a dizer. O que nem era verdade: ela não tinha a dizer à moda antiga. Leia-se a tristíssima Pennyroyal Tea, ou "Chá de erva poejo", de supostas características abortivas. Nela, Cobain escreveu: "Sente-se e beba chá de poejo/ Destile a vida que está dentro de mim." Imagem forte e bonita.
Outros talentos burilaram a nova estética, à medida que a fragmentação audiovisual era radicalizada pela digital como fonte de educação sentimental da rapaziada. E o inglês Thom Yorke, do cultuado Radiohead, acabou herdando o bastão de intérprete das angústias geracionais após a morte de Cobain. Seu grande hit - agora raramente executado ao vivo - expressa de forma simples a inadequação da juventude. "Você flutua como uma pena/ Num mundo maravilhoso/ Eu queria ter sido especial/ Tão especial/ Mas eu sou um verme/ Eu sou esquisitão/ Que diabos faço aqui?/ Eu não pertenço a este lugar", avisa Creep.
Enfim caro leitor , aventure-se por esse universo .....
A história das Letras de musica , dentro do universo Rock and Roll
Parte I
O rock não teria tido o mesmo impacto socio cultural entre os jovens da segunda metade da década de 1950 e da primeira metade da década de 1960 se já tivesse nascido sob o signo da pretensão poética. Se os filhos ficavam excitados e os pais, amedrontados, era porque Elvis Presley sacudia a pélvis daquela lasciva maneira africana, Little Richard urrava "A-wop bop-a loo-bop, a-wop bam-boom! Tutti Frutti, al-rudy" como se fosse uma bateria desenfreada, e Chuck Berry louvava o rock'n'roll acima do jazz, das sinfonias, do country, do tango, do mambo. Como antes acontecera com o jazz e depois aconteceria com o funk e o rap, o racismo americano se manifestaria na forma de uma cruzada moral, de repulsa ao sexo.
Na reprimidíssima década de 1950, não era necessário ser sexualmente
explícito para suscitar a antevisão de prazeres proibidos. A combinação
entre carrões envenenados e romances infelizes aparecia, por exemplo, em
Maybellene, de Chuck Berry, cuja refrão dizia: "Maybellene,
por que você não pode ser fiel? Você voltou a fazer as coisas que
costumava fazer." Essas coisas, à época, não precisavam ser ditas para
serem censuráveis. A batida frenética dizia tudo. O meio era a mensagem.
A imagem de rebeldia associada ao rock em filmes como Sementes de Violência (1955) ou No Balanço das Horas
(1956) tornou-se tão forte que resistia ao evidente bom-mocismo de Bill
Haley e Seus Cometas, presentes em ambos. As canções entoadas por Elvis
também não eram especialmente selvagens. O que perturbava a ordem era a
boa aparência, o rebolado, a voz de negro num branco. As letras,
portanto, não iam além de garotas, garotas, garotas. Isso fez alguns
observadores confundirem o rock com outros modismos musicais que, em
décadas anteriores, haviam cutucado os hormônios da América branca e, de
carona em sua poderosa indústria cultural, os hormônios de todo o
Ocidente cristão. Quando Elvis foi enquadrado no serviço militar, então,
o bicho parecia domado.
Nem mesmo ao final da primeira fase dos Beatles, com o já musicalmente brilhante álbum Revolver
(1966), as letras possuíam a capacidade de funcionar sem a companhia da
música. Qualidade que conquistariam conforme, "desafiados" por seu
ídolo Dylan, John Lennon e Paul McCartney se dedicassem a torná-las mais
significativas, casos de She's Leaving Home ou Blackbird.
O repertório inicial dos Fab Four fazia cândidas declarações de amor,
externando o desejo de pegar na mão na menina ou, no máximo da ousadia,
se tornar o homem dela. Fosse como fosse, o rock'n'roll era sobre
coração e sexo, não cérebro. Até hoje há compositores bons na pregação
de que a música deve ser, antes de tudo, diversão. Certas bandas de hard
rock ou heavy metal, como o AC/DC, eternizam em poucas linhas o
sentimento de que a vida é curta, e é preciso vivê-la rapidamente.
Parafraseando Lobão, os livros na estante - com antologias de letras de
canções - não teriam tanta importância.
Em seu primeiro filme como diretor, Ricardo III - Um Ensaio
(1996), o ator Al Pacino a certa altura conjecturava se Shakespeare já
não havia pensado tudo o que o homem poderia pensar. Em relação a Bob
Dylan o sentimento é mais ou menos o mesmo. Abrir ao acaso o calhamaço
que é Lyrics 1962-2001, nunca editado no Brasil, se assemelha a
jogar I Ching. A poesia de Dylan funciona tanto como arte divinatória
como gotas espessas de sabedoria. Em meio século de carreira, ele se
pronunciou sobre virtualmente tudo o que há para se pronunciar:
política, amor, guerra, ecologia, religião, morte, arte. E, quando o
fez, fê-lo com a autoridade moral de profeta que atravessou várias
crenças e descrenças.
Dylan despontou para Nova York e para o mundo como um trovador folk.
Nesta condição, participou do comício de 28 de agosto de 1963, em
Washington, no qual Martin Luther King Jr. contou a 200 mil
manifestantes pelos Direitos Civis o seu célebre sonho: "Um dia meus
quatro filhos pequenos viverão num país em que não serão julgados pela
cor de suas peles, mas pelo conteúdo de seu caráter." De alguma forma, a
poderosa retórica batista de Luther King Jr. já ressoava pela obra
deste judeu de Duluth, Minnesota, que dois anos antes largara a
universidade ainda como calouro e fora pregar o próprio evangelho pelos
bares do Greenwich Village. Esta, porém, não seria sua influência mais
óbvia. Dylan idolatrava Woody Guthrie, que escavara a canivete no tampo
de seu violão a frase "Esta máquina mata fascistas", e com certeza lera
com atenção poetas beat como Allen Ginsberg.
Havia ainda, é claro, o fascínio primeiro por Dylan Thomas, tão
intenso que lhe fornecera o sobrenome artístico. Diferentemente da
impenetrabilidade da poesia do galês, entretanto, o pulo do gato de Bob
Dylan foi unir uma erudição instintiva à capacidade de comunicá-la de
forma eficiente, pop. As letras de Dylan ofereciam - e oferecem -
inúmeras camadas de interpretação e permitiam ao rock, gênero pelo qual
ele se interessara ainda antes de virar o cantor folk por excelência, a
autoconsciência da própria complexidade e importância. Dylan abandonou a
universidade, certo, mas sua obra voltou a ela pela porta da frente.
Existe uma anedota daquelas que se não for verdadeira é bem achada.
Dizem que Dylan entrou incógnito num grupo de discussões sobre suas
letras na internet. Diante de um despautério, contudo, ele não pôde
deixar de se manifestar e afirmar que não quisera dizer nada daquilo que
lhe era atribuído. Foi expulso do grupo como impostor, óbvio.
O impacto de centenas de letras como as de Blowin' In the Wind, The Times They're a-Changin', Don't Think Twice it's All Right ou Hurricane
ultrapassou as fronteiras artísticas e conquistou para o rock o
respeito de exegetas que antes consideravam aquela música sem nenhuma
relevância cultural.
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