quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Falando Sério

Vale Cultura: Elite assustada

A campanha de grande parte da mídia para denegrir toda e qualquer ação do governo Lula está levando até mesmo articulistas tidos como equilibrados ao desvio do jornalismo panfletário e, pior, preconceituoso. É o caso do sr. Gilberto Dimenstein, da Folha de S. Paulo, que criticou o “Vale Cultura”, lançado na última quinta-feira, em São Paulo, pelo presidente Lula.

No final de semana, ele gastou boa parte de sua coluna para desfilar um rosário de críticas ao “Vale Cultura”, com direito a chamada de capa do jornal destacando o risco de “desperdício” de dinheiro público. Em artigo anterior, no mesmo jornal, Dimenstein já havia dito que tinha receio de que “com esses R$ 800 milhões se estimule, com dinheiro público, acesso à cultura exclusivamente comercial”.

Neste novo artigo, ele aprofunda seu argumento de que o dinheiro seria melhor utilizado para estimular a presença de público em eventos já existentes, que seriam gratuitos e pouco frequentados. Diante da observação anterior, imagina-se que os tais eventos seriam, por exemplo, as exposições do Masp, na Avenida Paulista, ou algum outro santuário da “verdadeira” cultura não comercial.

Na verdade, em nome de atacar a iniciativa do governo, o “vale tudo” da mídia faz boa parte da crítica perder-se em uma linha de argumentação com um tal grau de elitismo, hipocrisia e preconceito que remete a outras épocas da história recente da humanidade. Durante anos, décadas, com raras exceções, a mídia nacional tratou a cultura em geral como um assunto de elite - rica, claro, branca, sob influência imperial européia e, depois, americana, e de costas para a América Latina.

Talvez por isso seja tão difícil aceitar que o povo - que ainda tem a liberdade de escolha! - vá gastar “dinheiro público” para assistir um show de Vitor & Léo, um filme de atores globais ou comprar um livro de auto-ajuda. Mas, como disse um amigo artista, o importante de tudo isso, no mínimo, é que as pessoas, em milhares de casos, entrarão em um teatro pela primeira na vida, ou comprarão um livro para ler.

Nunca é demais lembrar que, atualmente, devido a inclusão cultural proporcionada pela internet, a cena independente nacional floresceu principalmente fora dos grandes centros urbanos e nos subúrbios do país. Aliás, um tema que também mereceu a crítica do mesmo jornal por conta do apoio público aos festivais, como se isso fosse um "crime", e não um dever do Estado para com a sociedade.

A crítica ao “Vale Cultura”, em última instância, é a mesma que fazem ao “Bolsa Família”, compreensível para quem ainda não aceita a emergência social de uma ampla massa de brasileiros. Se antes erraram quando afirmaram que o dinheiro para comida estimularia a vagabundagem, agora devem morrer de medo de entrar em um teatro e encontrar um pobre sentado ao seu lado. E o mais divertido, em uma peça de Shakespeare.

Forum Suícidio Social

Mais uma vez o forum esta enfrentando problemas tecnicos , para a alegria dos cuzoes que somente sugam e nao compartilham nada , pode ser que esta vez realmente seja o fim... para todo mundo que participou de alguma forma desta utopia que iria comemorar 4 anos em janeiro , obrigado de coraçao...aos outros fodam-se.....

sábado, 5 de setembro de 2009

Chuck Berry - Discografia Essencial





Chuck Berry - Discografia Essencial

Existem momentos que voce decide na vida o rumo a tomar na encruzilhada...ou se torna um cara normal...ou ama o rock acima de tudo....presenciei isso varias vezes na vida....a ultima foi por causa de um show do chuck berry...tai a discografia essencial do cara
( 1957 ) After School Session
( 1958 ) One Dozen Berrys
(1959) Chuck Berry Is on Top
(1960) More Chuck Berry
(1960) Rockin' at the Hops
(1961) New Juke Box Hits
(1963) Chuck Berry on Stage
(1964) You Never Can Tell..
(1964) St. Louis to Liverpool
(1965) Chuck Berry in London
(1965) Fresh Berry's
(1967) Rockin' at the Fillmore
(1968) From St. Louie to Frisco
(1969) Concerto In B. Goode

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Especial Safra 77 - Punk Rock Raiz

O grande Strongos da banda Anarcoólatras ( Banda Punk Paulista dos anos 80 ), mantem faz um bom tempo uma versão on line do primeiro fanzine punk surgido no Brasil. Com a permissão dele faço um pequeno especial das bandas que ele tão bem descreve no seu blog....punk rock raiz e de qualidade

http://factor-zero.blogspot.com/


F-WORD - Like it or Not

http://www.mediafire.com/?yzc9w9z0owi

O F-Word foi formado em 1977 pelo guitarrista Dim Wanker (nome real: Kenny Sercu). Os outros membros eram Rik L Rik (Richard Elerik), no vocal; Steve Effete, no baixo e Chris Crisis, na bateria, que seria substituído por Dutch Schultz (David Schultz), ex-City Boys e bem mais experiente que os outros, que tinham entre 16 e 17 anos. Mais tarde, Hector Penalosa, ex-Zeros, assumiu as baquetas, mas no disco é Schultz quem toca. A influência maior, como não poderia deixar de ser, era Stooges (no disco eles tiram No Fun), MC5 e bandas da Costa Leste, como Ramones e Dictators.

Speed Twins - It’s More Fun to Compete

http://www.mediafire.com/?nz2052myzgz

O Speed Twins é um dos casos mais curiosos do punk. A banda é desconhecida até mesmo em seu país de origem (Holanda) mas foi uma das maiores influências do punk brasileiro.

The Dogs - Dogs Bite Back

http://www.mediafire.com/?0ayjzm0x5by

Com um som bastante influenciado pelo chamado "pub rock", que nada mais era do que o rock dos subúrbios que tinha nos pubs seu único espaço e foi a base do Punk inglês (não, não foram apenas os Stoges, os New York Dolls e os Ramones que deram as coordenadas para o Punk Rock, por isso não acredito que o Punk seja americano ou inglês, mas sim algo que "estava no ar" em meados dos anos 70 em diversos países), o The Dogs é uma daquelas bandas incompreensivelmente não reconhecidas.

EP do Death

http://www.mediafire.com/?ldmn5tzrjjm

Noise Addicition do Pure Hell

http://www.mediafire.com/?l21ti15bryn

Death e Pure Hell são duas bandas bem desconhecidas por aqui, mas com dois aspectos em comum e, até certo ponto, raros entre os grupos de punk rock dos anos 70: ambas eram formadas apenas por negros e possuíam uma qualidade musical acima da média, ou seja, realmente sabiam tocar!

Coletanea Streets

http://www.mediafire.com/?ajtzzznjx4y

O selo independente inglês Beggars Banquet foi um dos pioneiros na cena punk inglesa, juntamente com a Stiff Records e a Chiswick. Fundado em 1976, a Beggars foi responsável pelo lançamento de uma das bandas mais importantes da época: o The Lurkers. A maneira como foi gravado e lançado o primeiro compacto da banda, com as músicas Shadow e Love Story, abriu caminho para várias outras bandas e selos. Já em 1977, quando o punk rock explodira, a BB lançou seu primeiro LP: a coletânea Streets, que reunia bandas de vários independendtes, que proliferavam por toda a Europa. Particularmente considero essa como a mais importante coletânea inglesa de 1977. Certamente uma das mais influentes por mostrar o trabalho de bandas que não haviam assinado com nenhuma major

the maniacs - So far .. so loud

http://www.mediafire.com/?hzlgpmuuoxz

O Maniacs foi uma das muitas "bandas-relâmpago" que surgiram por toda a Europa em 77, após a explosão do punk na Inglaterra. As raízes do Maniacs remontam a 1975, quando o guitarrista Alan Lee Shaw, o vocalista Twink (ex-baterista da banda de rock Pink Faires), o baterista Rod Latter e o baixista Dennis Stow fundaram o The Rings. Eles chegaram a lançar um compato (bastante raro) pela Chiswick, em 1977, com as músicas I wanna be free e Automobile. Mas divergências com Twink, que costumava cantar atrás da bateria para proteger-se das cusparadas e objetos lançados pelo público, levaram Allan e Rod a deixar a banda e, juntos com o baixista Robert Crash, fundar o Maniacs. Em cerca de dez meses de existência, o Maniacs lançou apenas um compacto, aliás um dos melhores daquele ano histórico, com as bombásticas Chelsea 77 e Ain't no legend. Participaram ainda com duas faixas (You don't break my heart e Ain't gonna be history) na coletânea Live at the Vortex, álbum tão importante como a Streets e Short Circuit. No início de 78, o punk rock implodiu na Inglaterra e o Maniacs chegou ao fim, como aconteceu com centenas de outros grupos (muitos mudaram de direção).

Menace - Singles 77 - 79

http://www.mediafire.com/?n2wyyzw0ngs

Cinco compactos e onze clássicos. Essa é a discografia do Menace. Se existe algo que pode ser chamado de "punk puro", seguramente é o som do Menace. Rápido, direto, pesado, agressivo e com letras ofensivas. Formado em 76, o grupo foi um dos mais ativos na explosão punk londrina de 77 e fez apresentações em todos os redutos da cena inglesa. O estilo agressivo e politizado, aliado à origem suburbana e operária dos integrantes, atraíram os punks mais radicais da época, o mesmo público que acompanhava o Sham 69 e o UK Subs. Tal postura custou o repúdio das rádios e das gravadoras da época.

The Drones - Further Temptations

http://www.mediafire.com/?pmg7u7nfaup

Sem dúvida, o Drones é uma das melhores bandas inglesas de todos os tempos. A carreira deste grupo de Manchester data de 1975, sob o nome Rockslide, com um som mais rock'n'roll e dentro do estilo "pub-rock". Em 76, já com o novo nome, adotaram um som mais pesado, letras explícitas e visual mais agressivo. Ou seja, aderiram à onda punk que tomava conta da Inglaterra. A formação era: M. J. Drone (vocais), Gus Gangrene Callender (guitarra), Steve Whisper Cundell (baixo) e Pete Perfect Howells (bateria). O primeiro compacto, com seis músicas (Temptations of a White Collar Worker), foi lançado em 77 através de um selo da própria banda (OHMs). A seguir saiu mais um compacto: Bone Idol, um dos grandes clássicos do punk rock, por outro selo, também independente, chamado Valer Records. No mesmo ano, o LP Further Temptations chegava às lojas. Clássico, clássico, clássico.

The Bear - The Bears

http://www.mediafire.com/?8w2cdunp1vx

The Bears é uma banda inglesa da cidade de Watford, formado em 1976 pelo ex-guitarrista do Wire, George Gill. A formação original tinha ainda o baixista Ron West, o baterista Cally Cameron e o vocalista Mike North, morto em um acidente de moto, em 1977. Com essa formação, não chegaram a gravar. O primeiro compacto, já com John Entrials no vocal, saiu apenas em 77, com as músicas On Me e Wot's up Mate. Os ótimos riffs e as letras surrealistas logo chamaram a atenção e o Bears não demorou a gravar um segundo single, com a incrível Insane, uma verdadeira gema punk, apesar de ser um tanto lenta para o gênero, e a também ótima Decisions. Sem lançar um LP, o Bears acabou em 79, quando já não contava mais com Ron e Cally, que saíram para formar o Tea Set. Em 1986 foi lançado um LP com músicas gravadas ao vivo em estúdio. Certamente o Bears merecia muito mais, pela criatividade e originalidade do som

Bem esse sao apenas alguns exemplos do que voce pode enontrar por la....na minha opiniao um dos melhores sites de punk rock classic safra 77....yeah

sábado, 22 de agosto de 2009