quarta-feira, 7 de março de 2012
Replicante em Vortex - VHS
Os Replicantes em Vortex (ou Farrapos) foi produzido no final dos anos 80 e exibe o auge da banda, com shows e clips historicos , material não encontrado em dvd..aproveite
http://hotfile.com/dl/101528797/6ded19e/Os_Replicantes_em_Vortex_-_-_www.videoresgate.blogspot.com.mpg.html
sexta-feira, 2 de março de 2012
MALDIÇÃO
A maldição teve início quando uma tia passou uns dias na minha casa , e meio que de brincadeira insistiu que eu colocasse no papel minhas idéias , não importando o quao absurdas e mal escritas elas fossem . Foi uma sensação estranha , tudo numa época complicada na vida de qualquer um: A adolescencia.
No colegio uma professora de português deixava que cada aluno dissertasse sobre qualquer assunto , não tinha esse esquema de resumo de livro arcáico , eu resenhava discos ,e o gosto pela escrita aumentava ferozmente dentro de mim.Fiz um trabalho escolar de quinze páginas sobre o movimento punk e ganhei talvez o meu único dez da minha vida escolar.Comecei a escrever letras e mais letras que claro, eu as achava geniais, mas o mais importante foi que o gosto pela leitura e pela escrita foi consolidado para sempre.
Quando passei os olhos pelas letras traduzidas de um certo Sr.Lou Reed , me achei uma bosta e rasguei quase todo o material que tinha escrito na época ( uma meia duzia de letras sobreviveu a minha furia , mais por descuido do que por qualquer coisa).Um autor levava a outro ,uma citação numa musica...e um leque foi abrindo-se na minha cabeça.
Até hoje escrever é uma necessidade física , como comer-dormir-fuder-cagar.Talvez nunca consiga escrever de uma forma correta , mas como dizia minha professora , "o que importa é a mensagem que voce passa,o que os outros vão sentir lendo".
Eu acho que escrever me deixa mais leve, quando a vida fica como agora, barra pesada.Me faz encarar todos os meus demonios e conseguir seguir adiante.Obrigado Tia Marlene , Professora Maria Elizabeth, Obrigado Lou Reed.
quinta-feira, 1 de março de 2012
AC DC - LIVE AT RIVER PLATE
Você iria num show em que a banda é formada por cinquentoes ?
Esse show do AC DC que ja esta a disposiçao na rede , deixa bem claro porque rock é rock mesmo...sem frescuras,playback,sem discursos policitamente corretos
...é uma aula de rock and roll,do inicio ao fim...porra...chorei umas duas vezes vendo o dvd , de alegria mas chorei
Esse show do AC DC que ja esta a disposiçao na rede , deixa bem claro porque rock é rock mesmo...sem frescuras,playback,sem discursos policitamente corretos
...é uma aula de rock and roll,do inicio ao fim...porra...chorei umas duas vezes vendo o dvd , de alegria mas chorei
KKKKKKKKKKKKK
“Sexo, drogas e rock and roll” Disse a menina virgem que tem nojo de maconheiro e é fã de Restart.
O GARAGE ROCK REVOLTADO NOS ANOS 60
Enquanto as guitarras eram tocadas na Inglaterra dos anos 60, com Beatles, os Stones, os Animals, os Kinks e o Who, estourava uma legião de bandas de garagem nos E.U.A. Bandas pouco conhecidas hoje e que tinham no seu principal ingrediente a revolta e a pura sacanagem de fazer barulho. Música para incomodar, para afrontar a British Invasion, que vinha com força total. Principalmente no norte do país, esse “incômodo inglês”, fez com que aparecessem bandas com guitarras fortes e sugestivas: The Sonics, The Wailers (esta é a original, antes dos jamaicanos de Bob Marley), Paul Revere and the Raiders, The Kingsmen - que gravaram o clássico “Louie Louie”, música que foi investigada pelo FBI que julgou a letra como “inadequada aos padrões morais Americanos”. Naturalmente a faixa foi banida de várias rádios dos E.U.A e transformou-se num hino para a geração americana de jovens irados naquela época - e Don and the Goodtimes.
Ainda era cedo para o louco Jimmy Hendrix aparecer pelos E.U.A, mostrando aos mais jovens como tocar guitarra de verdade, ele só brotaria na cena do rock americano em 1967. Eram idos de 1963, numa América ultra-mega conservadora e provinciana em que jovens que apresentassem um comportamento muito bizarro ou excêntrico eram rechassados pela sociedade e pela família. Montar uma banda muito louca naquela época era uma árdua tarefa para os filhos do Tio Sam. O Blues, o Rockabilly e a Surf Music foram o ponto de partida das influências musicais, suas próprias raízes fundidas ao Beat (originalmente inglês) e tudo isso aliado à uma variedade grande de instrumentos projetados de forma tosca e artesanal, já que a maioria dos garotos vinha do subúrbio, onde graças aos “lixões” encontrar uma sucata era fácil.
Interessante como isso lembra, de certa forma, os meninos pobres do Brasil que fazem um som com latas e pedaços de pau; e como essa atitute desesperada de fazer música serviu de inspiração para as bandas que mais marcaram uma época de total revolução musical nos E.U.A. Pedais, órgãos portáteis Vox e Farfisa, guitarras elétricas usadas, fuzz, tudo era amplamente usado e aproveitado para que a música soasse o mais cru e pura possível, gerando uma ansiedade pela pesquisa que caracterizaria a enxurrada psicodélica que varreria a costa oeste americana mais tarde.
A Califórnia e o Texas eram os Estados que mais tinham bandas por metro quadrado; seguidos de perto por Detroit, Chicago, e Minneapolis. Muitas dessas bandas nem chegaram a gravar um compacto sequer, outras emplacaram um só hit e desapareceram; demonstrando um fenômeno bastante comum até os dias de hoje. Os Sonics eram liderados por um doido varrido chamado Gerry Roslie, inspiração de Lux Interior do Cramps, com certeza. A banda criou verdadeiros hinos garagísticos como “Psycho”, “The Witch” e “Boss Hoss”. Enquanto os Beatles lideram a invasão nos E.U.A, em 1964 e o Kinks com “You Really Got Me” invadem as rádios mundiais. O Cream lança seu disco de estréia e vende milhões com um disco de improvisações. Em 65 “I Can’t Get No (Satisfaction)” é lançada pelos Rolling Stones, sendo banida de várias rádios inglesas e americanas, enquanto a Guerra do Vietnã continuava a dar munição para mais bandas iradas americanas se desenvolverem. Inicia-se o movimento hippie em São Francisco, “My Generation” é lançada pelo The Who. Morre Sonny Boy Willianson. E as bandas de garagem tomam o poder na América.
Minneapolis está no mapa das grandes bandas de garagem com o The Trashmen e seu demente hit “Surfin’ Bird”, que alcançou o Top 5 americano. Outra música dos Trashmen igualmente reconhecida foi "Bird Dance Beat", que chegou ao Top 40. Ambas usaram nas composições rifs originais de composições do grupo de soul The Rivingnton´s, "Papa-Oom-Mow-Mow" e "The Bird´s The World", fazendo com que o caso fosse parar na justiça e o The Thashmen tivesse que pagar os royalties pelo uso das melodias. Ninguém da cidade conseguiu tamanho reconhecimento na época.
Banda completamente garage e Surf Rock, iniciou suas atividades em 1962, gravando seu primeiro single com as músicas “Sally Jo” e ”Cyclone”. Liderada por Tony Andreason (guitarra), Dan Winslow (guitarra e vocal), Bob Reed (baixo), e Steve Wahrer (bateria e vocal). Steve Wahrer morreria de câncer na garganta em janeiro de 1989, aos 47 anos. Alguns que tentavam seguir na linha dos Trashmen foram os The Gestures e os The Castaways.Durante muito tempo o nome da banda foi associado ao som que eles faziam: puro lixo. A banda só voltaria a gravar novamente bem mais tarde, pois mesmo trocando de gravadora, depois do incidente do plágio, a banda não teve mais o mesmo sucesso. Até hoje, Surfin' Bird é tocada por diversas bandas, sendo os Ramones a banda que mais divulgou e propagou a música pelo mundo. Eles voltariam a gravar somente nos anos 80.
Algumas bandas de garagem da década de 60: The Pyramids, Hombres, Count Five, The Standells & the Mysterians, The Chocolate Watchband, Shadows of Knight, Jerry Cole, The Sonics, The Rivingtons, Rhythm Rockers, Surf Stompers, The Centurions, The Rip-Chords, The Tornadoes, The Revels, Original Surfaris, The Cornells, The Chantays, The Lively Ones, Alarm Clocks , The Kingsmen, Barry & the Remains, Scientists, The Untamed Youth, The Mummies, The Stooges, Boss Martians, The Dirtys, Krontjong Devils.
MOTOR CITY FIVE - MÁQUINAS MORTÍFERAS DO ROCK
De uma cidade universitária próxima a Detroit, 1964, apareceu o Motor City Five, nome que homenageava a indústria do automóvel, muito forte naquela cidade. E os Stooges despontariam na mesma época. Apesar de carreiras efêmeras, estas bandas tiveram muito em comum, dividindo inclusive a aparelhagem de som no início, mas seria o MC5 que descolaria os tímpanos dos ouvidos do pessoal de Detroit.
Enquanto os hippies pregavam a paz e o amor de uma forma doce, eles apareceram na outra ponta dos E.U.A. esfregando suas idéias de sexo nas ruas, drogas e igualdade social. Profetizaram a era punk rock. Cuspiram fogo e incendiaram o palco com suas guitarras cruas e e soltaram o berreiro contra o sistema bem antes de aparecer o Sex Pistols. Foram influência para bandas desde New York Dolls até Sonic Youth (Fred Sonic Smith inspirou o nome), Monster Magnet ou os Hellacopters por conta dos seus ruídos ensurdecedores.
Naturalmente o MC5 buscou suas inspirações nos segregados da época - atividade política em alta, James Brown, Albert Ayler com seu free jazz revolucionário e John Coltrane tocaram muito na vitrola do MC5 e causaram inspiração para muita revolta que foi despejada em braseiro nas guitarras e urros dissonantes.
Formada por Wayne Kramer, Rob Tyner, Bob Gaspar, Pat Burrows e Fred Sonic Smith, eles deram o start de três acordes básicos no rock cru e cheio de intenções políticas bem no meio da era dos hippies, power-flowers e afins. Um pequeno selo - Detroit AMG Records - resolveu gravar um cover do grupo Them, de Van Morrison, a música I can only give you everything, juntamente com Just one of the guys.
Impopularidade, caos e destruição acompanharam a trajetória da banda com o lançamento do seu primeiro disco " Kick Out The Jams". (1969) "Kick out the jams, motherfuckers" - ainda era uma expressão nada usada na boca de vocalistas de forma tão escancarada e hoje uma expressão cantada naturalmente por bandas de heavy metal e gangsta-rap. Gravado o mais cru possível na forma de captação pois a gravadora - Elektra - não acreditava que este disco fosse fazer algum sucesso.
E colocaram a palavra motherfucker para sempre nas boca dos MC´s do rap e contruíram uma curta temporada regada a prisões, movimentos estudantis, drogas e mortes prematuras.Este disco foi muito censurado, o que sustentou algo nobre e nada demagogo que foi a união das raças através de movimentos tais como o White Panthers - que colaborava com os Panteras Negras - um partido radical que lutava pelos direitos dos negros, na qual Sinclair, o pacífico professor universitário e manager da banda, foi ativista. Eles lançaram apenas 3 discos e acabaram em 1972 com Kramer ativo até os 52 anos e lançando uma coletânea (Babes in arms) no mercado com várias gravações importantes tais como a anti-capitalista Gold, American Ruse de 1970, Skunk, etc. Um belo disco para fanáticos.
Rob Tyner morreu em 1991 de colapso cardíaco aos 47 anos. Fred Sonic Smith, três anos depois. Ele foi casado com outra inspiradora da cena punk, Patti Smith, para quem co-produziu e co-assinou o disco Dream of life, de 1988. O sobrevivente Kramer, que chegou a ser preso como traficante de cocaína, teve seu disco solo Citizen Wayne lançado em 1998.
" Usaremos armas se preciso for." disse um dia John Sinclair, membro da banda, em 1969. Naquele mesmo ano, ele foi preso por 10 anos. Os adoradores mais ferrenhos do MC5 acabaram sendo as bandas posteriores, muito mais do que as pessoas normais que curtíssem o rock.
http://www.mediafire.com/?brirx9gdnji
Kick out the jams
http://www.mediafire.com/?m8nwztc3j7m
Back USA
TNT - HOT 20
O TNT pra muita gente foi a melhor banda do rock gaucho ( Pra mim pessoalmente ), reunia a porralouquisse de Flavio Basso ( que depois formaria o Cascavelletes ) com o jeito mais profissional de Charles Master
A primeira formação da banda contava com Charles Master (baixo e vocais), Flávio Basso (guitarra e vocais), Nei Van Soria (guitarra e vocais) e Alexandre Birck (bateria).
Em 1985, o grupo (já com Felipe Jotz na bateria, em substituição a Birck, que saiu para formar a Graforréia Xilarmônica), grava o disco "Rock Grande do Sul", uma coletânea com mais quatro bandas: DeFalla, Engenheiros do Hawaii, Garotos da Rua e Os Replicantes.
Flávio Basso e Nei Van Soria abandonam a banda antes do lançamento do primeiro disco, para irem tocar o seu "porno rock" em uma das maiores bandas de rock gaúcho da história, Os Cascavelletes. Nos seus postos, assumem Marcio Petracco e seu ex-colega de escola, Tchê Gomes, que eternizou sua voz e guitarra na banda cantando e tocando músicas como "Estou na Mão", "Ratiação", "Liga Essa Bomba" e "Deus Quis" (regravada pela banda Acústicos & Valvulados).Em 1987, é lançado o primeiro álbum da banda, homônimo.
No segundo disco , ja sem a influencia de Flavio Basso , o TNT lança um bom disco de rock , mas fica devendo em relaçao ao primeiro que era uma obra prima , um retrato fiel da adolescencia ,que infelizmente até pelo passar dos anos ,ficaria impossivel de se repetir .
Bem pra mim , a historia do tnt acaba aqui.Claro veio o terceiro disco , pop ao extremo , a volta em 2003 . Mas nada se compara aos primeiros anos da banda , quem viu shows naquela época sabe do que estou falando .
https://www.rapidshare.com/files/1508530307/TNTHXX.rar
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